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Uma grande difusão
Drone americano mata quatro insurgentes no Paquistão
05/23 | 00:32 GMT

©AFP / Aamir Qureshi
Ao menos quatro insurgentes foram mortos por um avião sem piloto (drone) dos Estados Unidos em uma zona tribal do noroeste do Paquistão nesta terça-feira, informaram oficiais paquistaneses.

©AFP / Aamir Qureshi
Pasquistaneses protestam contra ataques de drones americanos (foto arquivo)
MIRANSHAH, Paquistão (AFP) - Ao menos quatro insurgentes foram mortos por um avião sem piloto (drone) dos Estados Unidos em uma zona tribal do noroeste do Paquistão nesta terça-feira, informaram oficiais paquistaneses.
"O drone disparou dois mísseis contra uma casa em Tabai, na região de Miranshah," a principal cidade do Waziristão do Norte, matando quatro militantes, revelaram os oficiais.
O Waziristão do Norte é apontado pelos Estados Unidos como o principal bastião dos talibãs e dos militantes da rede Al-Qaeda que atacam as forças internacionais no vizinho Afeganistão.
Paquistão e Estados Unidos tentam contornar a crise provocada no ano passado por um ataque aéreo americano que matou, por engano, 24 militares paquistaneses.
O governo paquistanês estima que os ataques de drones são contraproducentes e minam os esforços para separar as tribos dos militantes, já que matam civis inocentes e alimentam o sentimento antiamericano.
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Alguns exemplos de assuntos
Europa tenta impulsionar crescimento em reunião com foco em Grécia e Espanha
05/22 | 19:39 GMT

©AFP/Archivo / Daniel Roland
Os líderes da União Europeia (UE) se reúnem nesta quarta-feira para discutir uma agenda de crescimento, sob a pressão de uma possível saída da Grécia do euro e com o desgaste dos bancos espanhóis.

©AFP/Archivo / Daniel Roland
Na agenda de discussões está uma série de propostas de combate à crise
BRUXELAS (AFP) - Os líderes da União Europeia (UE) se reúnem nesta quarta-feira para discutir uma agenda de crescimento, sob a pressão de uma possível saída da Grécia do euro e com o desgaste dos bancos espanhóis.
Na agenda de discussões está uma série de propostas de combate à crise, dentre os quais está a criação dos eurobônus - títulos lastreados pela zona do euro - e a possibilidade de que os fundos de resgate europeus (FEEF e MEE) possam recapitalizar diretamente os bancos.
"A zona do euro tem que fazer um esforço maior para estimular o crescimento", disse nesta terça-feira a chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, um dia antes da cúpula europeia que debaterá medidas para tirar o continente de uma crise que, segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE), formada por 17 países, ameaça a recuperação econômica mundial.
Essa cúpula era esperada com otimismo pelos mercados, com fortes altas nas bolsas, apesar das divergências sobre a emissão de títulos do euro, apoiada pela França, mas rejeitada pela Alemanha.
Segundo Lagarde, tem havido uma "grande melhoria" na maneira como os países da Eurozona administram a crise da dívida, mas é preciso fazer mais para respaldar o crescimento.
Para a diretora, "as reformas estruturais são mais efetivas que os estímulos econômicos", disse ela nesta terça-feira, em uma coletiva de imprensa em Londres.
Um pedido mais que oportuno. A possibilidade de a Grécia sair do euro e de que a Espanha não tenha outro remédio a não ser pedir ajuda para recapitalizar seus bancos revolucionou a agenda europeia. Ambos os temas serão discutidos na cúpula informal dos vinte e sete chefes de Estado e de governo da União Europeia (UE).
A cúpula estava dedicada, inicialmente, a orientar o foco das políticas oficiais rumo ao crescimento e não apenas rumo aos ajustes aplicados para equilibrar as contas públicas, que segundo muitos economistas estão agravando a recessão.

©AFP / Louisa Gouliamaki
A possibilidade de a Grécia sair do euro revolucionou a agenda europeia
A OCDE alertou que a crise da zona do euro "se agravou recentemente e continua representando a principal fonte de risco para a economia mundial".
"Existe um risco crescente de círculo vicioso entre o crescente custo das dívidas soberanas, a fragilidade dos sistemas bancários, o excesso de consolidação fiscal e o baixo crescimento", alertou o economista chefe da OCDE, Pier Carlo Padoan.
A solvência dos bancos espanhóis se transformou em uma das maiores dores de cabeça dos responsáveis europeus e o presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, deverá esclarecer essas dúvidas no jantar de quarta-feira.
Os bancos espanhóis emprestaram quantidades colossais de dinheiro antes do estouro da bolha imobiliária em 2008 e enfrentam atualmente 184 bilhões de euros em créditos de reembolso duvidoso, além de edifícios e terrenos confiscados em um mercado desvalorizado. No total, cerca de 60% de sua carteira.
As perspectivas para a Espanha, quarta economia da Eurozona, "continuam sendo ruins e correm o risco de piorar", disse a OCDE.
Para sair do círculo vicioso, a Espanha tem que "perseverar nas políticas em que está trabalhando (...) e obter apoios e capacidade de fogo dos sócios europeus", declarou à AFP o secretário geral da OCDE, o mexicano Angel Gurría.
A Espanha descarta, contudo, no momento, pedir ajuda e sugere que o Banco Central Europeu (BCE) injete mais liquidez e compre as dívida dos países que cumprem com as medidas de austeridade.
Os líderes europeus debaterão medidas como a emissão de eurobônus, incentivada pelo novo presidente francês, o socialista François Hollande, que fará sua estreia em uma cúpula da UE. Mas a Alemanha, primeira economia da eurozona e maior contribuinte europeia, rejeitou esse projeto.
"É nossa posição firme e será a mesma em (na cúpula europeia) junho", disse uma fonte alemã. "Não é uma questão nova, acreditamos que é o caminho errado", acrescentou este responsável ao se referir a esse instrumento de financiamento da dívida, que teria uma taxa de juros única para todos os países da zona do euro.
A cúpula será realizada em um ambiente de pressões crescentes para que a Alemanha, principal potência econômica do bloco, flexibilize suas posições.
A chefe do governo alemão, Angela Merkel, se disse surpresa com as críticas.
O debate sobre as medidas "dá, às vezes, a impressão de que para nós economizar é um prazer por si só", disse a chanceler em Berlim. "Mas trata-se simplesmente de não gastar mais do que ingressa, é surpreendente que uma coisa tão simples gere tantos debates", acrescentou.
As respostas que serão dadas a essas questões podem ser determinantes na permanência da Grécia na Eurozona.

Economia
Europa tenta impulsionar crescimento em reunião com foco em Grécia e ...Estresse encolheu cérebro de sobreviventes de tsunami no Japão
05/22 | 21:27 GMT

©AFP/Arquivo / Yasuyoshi Chiba
O estresse emocional provocado pelo terremoto seguido de tsunami do ano passado no Japão fez encolher uma parte do cérebro dos sobreviventes, revelaram cientistas japoneses que aproveitaram uma oportunidade única de estudar os efeitos neurológicos do trauma.

©AFP/Arquivo / Yasuyoshi Chiba
Sobreviventes que perderam os filhos vão à escola rezar e por flores nos escombros do que foi uma escola em Ishinomaki, um mês depois do terremoto seguido de tsunami que afetou o sudeste do Japão, em abril de 2011
PARIS (AFP) - O estresse emocional provocado pelo terremoto seguido de tsunami do ano passado no Japão fez encolher uma parte do cérebro dos sobreviventes, revelaram cientistas japoneses que aproveitaram uma oportunidade única de estudar os efeitos neurológicos do trauma.
Na busca para compreender melhor os distúrbios de estresse pós-traumático (PTSD), os cientistas compararam análises cerebrais feitas com escâneres em 42 adolescentes saudáveis em outros estudos nos dois anos que antecederam a onda assassina, com novas imagens capturadas de três a quatro meses depois.
Entre aqueles com sintomas de PTSD, os cientistas descobriram um encolhimento no córtex orbitofrontal, parte do cérebro ativada no processo de tomada de decisões e na regulação das emoções, destacou um estudo publicado esta terça-feira no periódico Molecular Psychiatri, da revista científica Nature.
"Os volumes alterados do córtex orbitofrontal estão correlacionados com a severidade de sintomas de PTSD", explicou à AFP o autor do estudo, Atsushi Sekiguchi.
Estudos anteriores já tinham sugerido que pacientes com PTSD sofrem alterações no cérebro, mas este é o primeiro a apontar qual parte do órgão é alterada pelo trauma.
As implicações completas destas descobertas não estão claras até o momento, mas poderá haver um benefício precoce para médicos e pacientes. Conhecer mudanças no volume cerebral pode facilitar diagnósticos de PTSD e o tratamento adequado com psicoterapia.
Os cientistas também descobriram que as pessoas que tinham córtex cingulado anterior menor antes de um evento traumático eram mais propensas a desenvolver PTSD posteriormente.
Acredita-se que esta parte do cérebro também esteja relacionada com as emoções e com o processo de tomada de decisões.
"Nós acreditamos que estas mudanças não são permanentes porque muitos estudos no passado demonstraram que mudanças cerebrais foram recuperadas com alguns tratamentos ou intervenções", disse Sekiguchi.
"Para confirmar isso, já começamos a acompanhar os indivíduos", acrescentou.
Nenhum dos 42 foi diagnosticado com PTSD totalmente manifesta, mas apresentaram sintomas de vários graus de severidade.
Sintomas de estresse pós-traumático, um tipo severo de depressão, incluem flashbacks, torpor emocional, insônia e hipervigilância provocados pelos horrores que uma pessoa experimentou.
Sekiguchi, do departamento de geração de imagens funcionais do cérebro, da Universidade de Tokohu, reconheceu que o tamanho da amostra foi pequeno, mas insistiu em que "há alguma validade matemática para generalizar a uma população mais ampla a partir dos nossos dados".
Os indivíduos viviam no interior da cidade de Sendai, duramente afetada pelo terremoto.
Dezenove mil pessoas morreram quando o terremoto de magnitude 9 sacudiu a costa nordeste do Japão em 11 de março de 2011, provocando uma tsunami, que desencadeou uma crise na usina nuclear de Fukushima.
"Este episódio extremamente infeliz forneceu uma oportunidade rara para pesquisar as mudanças estruturais do cérebro, associadas com um desastre destas proporções", escreveram os autores.

Ciência e Tecnologia
Estresse encolheu cérebro de sobreviventes de tsunami no ...Coleção de Gunter Sachs é vendida por US$ 56 mi em Londres
05/22 | 22:26 GMT

©AFP / Archive
A coleção de arte do falecido bon vivant alemão naturalizado suíço Gunter Sachs, ex-marido da atriz francesa Brigitte Bardot, arrecadou 35,6 milhões de libras (56,3 milhões de dólares) em um leilão realizado nesta terça-feira à noite em Londres.

©AFP / Archive
Brigitte Bardot e Gunther Sachs durante evento do Palácio do Eliseu, em Paris, em dezembro de 1967
LONDRES (AFP) - A coleção de arte do falecido bon vivant alemão naturalizado suíço Gunter Sachs, ex-marido da atriz francesa Brigitte Bardot, arrecadou 35,6 milhões de libras (56,3 milhões de dólares) em um leilão realizado nesta terça-feira à noite em Londres.
O protagonista do leilão foi um dos últimos autorretratos do artista americano Andy Warhol (1928-1987), intitulado "Pink Fright Wig", vendido por 5,3 milhões de libras (8,4 milhões de dólares, 6,6 milhões de euros), muito acima dos 3 milhões de libras previstos.
A segunda obra mais cara foi um retrato que Sachs encarregou a seu amigo Warhol de Brigitte Bardot em 1974, cinco anos depois de seu divórcio após três anos de casamento, que mudou de mãos por 3 milhões de libras (4,7 milhões de dólares).
O retrato da mítica atriz francesa, a qual Gunter Sachs cortejou jogando centenas de rosas de um helicóptero em seu jardim, foi baseado em uma fotografia que o americano Richard Avedon tirou em 1959 da protagonista de "E Deus Criou a Mulher" (1956).
Outro retrado encomendado a Warhol, neste caso dele mesmo, foi vendido por 1,2 milhão de libras (2 milhões de dólares).
Neto do fundador da Opel e filho de um rico industrial alemão, Gunter Sachs foi um grande bon vivant que adquiriu fama como fotógrafo, documentarista e colecionador de arte, paixão que começou a cultivar em 1959 após se instalar em Paris.
Sachs era um grande amigo de Warhol. Em 1972, organizou a primeira exposição importante do artista americano em sua nova galeria de Hamburgo e como não vendeu nada no dia da inauguração, comprou a metade das obras para evitar a vergonha de ter de admitir a derrota.
A coleção foi vendida pela melhor proposta duas semanas depois do primeiro aniversário do suicídio de Sachs aos 78 anos na Suíça, país do qual obteve a nacionalidade em 1976. Ele sofria do mal de Alzheimer.



